segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Logotipos e mensagens publicitárias serão "esculpidas em luz"

Brevemente o mercado publicitário poderá contar com mais uma alternativa para fazer suas mensagens chegarem ao público. Lentes especiais, conhecidas como lentes de formato livre, logo poderão ser utilizadas em larga escala para se projetar mensagens e logotipos de empresas "esculpidas em luz".

Lentes de formato livre

O conceito das lentes de formato livre é conhecido há bastante tempo. Elas podem ser utilizadas para focalizar a luz em pontos específicos, criando imagens de luz com formatos precisos.

Contudo, não é nem um pouco simples calcular a estrutura da superfície de uma lente de formato livre necessária para se projetar uma imagem específica. Ou seja, é muito difícil fabricar estas lentes. Até agora, este era basicamente um processo de tentativa e erro, o que impede sua utilização em larga escala, principalmente no mercado publicitário.

Geometria da lente

Agora o projeto de uma lente de formato livre para projetar uma imagem específica pode ser feito em uma questão de segundos. Engenheiros do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, desenvolveram um programa de computador capaz de calcular a geometria de uma lente correspondente às coordenadas da imagem desejada de forma praticamente instantânea.

Os pesquisadores afirmam que, com a chegada de seu programa ao mercado, será possível substituir placas e outras formas de sinalização na entrada das empresas por projeções de luz, que podem se movimentar ou mudar de cor para chamar a atenção.

Novas possibilidades de mídia

A novidade abre também novas possibilidades de mídia. Por exemplo, é possível usar as lentes de formato livre para iluminar o lado externo de uma residência ou edifício comercial de tal forma que a luz não penetre pelas janelas e incomode os ocupantes.

Estas lentes também poderão ser utilizadas na medicina, dirigindo a luz para o ponto específico onde o cirurgião está operando.

Como as lentes de formato livre geram a imagem diretamente, sem a necessidade de uma transparência ou modelo de qualquer tipo, elas economizam energia e produzem imagens mais claramente definidas.


Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica - 13/11/2008


domingo, 16 de novembro de 2008

Mônica e Cebolinha se beijam???



Primeiro beijo entre os personagens é um marco na história em quadrinhos em versão mangá da turma jovem.

SÃO PAULO - "Maneiro... A Mônica cresceu!" Rápida como uma flecha, a menina saca na estante, entre centenas de livros, o gibi número 1 da Turma da Mônica Jovem. Fora comprado por curiosidade de adultos, que jamais imaginaram pudesse atrair uma criança de 7 anos. O espanto se renova quando ela encontra crianças num espaço de convivência: "Você leu o número 2? Eu já tenho", diz a‘recém-amiga’ também de 7 anos.

A história acima não é ficção e deve ter-se repetido, com variantes, em muitos lugares, porque ao tentar recuperar na banca o revista que a menina levara... "Ih, se você tem, guarde que já é raridade", diz a vendedora. A constatação do sucesso de venda se completa com a compra do número 3 no qual se lê que a tiragem de 50 mil inicialmente prevista ultrapassou os 200 mil exemplares e ainda assim esgotou-se. É hora de conversar com o autor da turminha.

No seu estúdio, Mauricio de Sousa fala ao Estado sobre esse sucesso e antecipa, com exclusividade, a capa do número 4 que estará nas bancas no dia 22: o primeiro beijo entre Mônica e Cebolinha. "Mas em que condições eu não digo", brinca. Para quem não se ligou, a Mônica ganhou traços de mangá - ou um "mestiço" entre o desenho japonês e o original - e tornou-se adolescente.

Agora, ela é só um pouco dentucinha, nada gorducha, mas ainda tem seu coelho. Continua amiga de Magali que, embora gulosa, cuida da alimentação; do Cebolinha, que só fala ‘elado’ quando fica nervoso, e do Cascão, que adora esportes e até toma banho, por causa das garotas.

Curiosamente, adolescentes entre 12 e 16 anos, o público-alvo, foram os que menos gostaram. "Como típicos jovens, eles criticam tudo", brinca o autor. Mas ele reconhece que a saga narrada nos quatro números inicias da série deu uma "escapada" para além do planejado. E promete, sobretudo, colocar a emoção e o sentimento em primeiro plano na continuação da série, uma característica dos mangás, que seu público-alvo conhece bem.




Até criações de Lobato ganham traços em mangá.

Apaixonado por mangás desde os 5 anos - por conta da influência de vizinhos japoneses - o artista paulistano Fábio Shin recebeu um convite muito especial em junho da Secretaria Municipal de Cultura de Osasco. Deveria criar desenhos para expor na biblioteca pública em dupla comemoração: o centenário da imigração japonesa e os 60 anos de morte de Monteiro Lobato (1882-1948).

Não teve dúvida. Recriou no estilo mangá cinco personagens do Sítio do Picapau Amarelo. O sucesso foi tão grande entre a garotada que ele deu seguimento ao trabalho e criou uma série de ilustrações, 18 delas atualmente expostas na Biblioteca do Santander Cultural, dentro de um projeto voltado para alunos da rede pública.

Num desses desenhos, Lobato é um boneco nas mãos da Emília. "As pessoas ainda não tinham se dado conta, mas Emília tem tudo a ver com o mangá", explica Shin. "Ela é uma boneca, mas tem sentimentos humanos", diz. E explica: "Essa é uma das mais atraentes características do mangá: a humanidade. Por exemplo, o super-homem, só para citar um herói de quadrinhos, não tem dor de barriga, não tem fome, não vai ao banheiro. Os personagens de mangá brigam, têm raiva, ficam felizes ou tristes, erram. A Emília é sapeca, adora pregar peças, tem tudo de mangá."

E não só ela. Para a exposição, Shin criou tirinhas de algumas histórias do sítio, como A Chave do Tamanho. E ainda dá oficinas de mangá para alunos da rede pública. Quanto à jovem Mônica, ele sentiu falta das emoções. "Os personagens têm olho grande para expressar sentimentos." Mas elogia a coragem de Mauricio de Sousa. "Tiro o chapéu pela ousadia e sei que a tendência é ficar muito bom. O número 3 já é muito melhor do que o primeiro."



Fonte: estadão.com.br - sexta-feira, 14 de novembro de 2008.

domingo, 9 de novembro de 2008

Google põe fim a acordo polêmico com Yahoo

Depois de enfrentar a oposição do setor publicitário e investigações antitruste pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o acordo de publicidade entre Google e Yahoo teve seu fim anunciado dia 05/11/2008 pelas duas empresas.
Firmada em junho, a parceria daria ao Yahoo o direito de utilizar a rede de publicidade do Google para colocar alguns anúncios vinculados a resultados de busca em seu site, o que ajudaria a elevar sua receita.
Antes de ser colocado em prática, o acordo foi submetido à análise de agências regulatórias, iniciando um processo de cerca de quatro meses marcado pela preocupação de diferentes setores, incluindo agências de publicidade, que demonstraram medo com a possibilidade de os preços aumentarem.
As acusações de que a parceria era prejudicial à concorrência levaram os dois gigantes da Internet a considerar a reformulação do acordo, com o objetivo de garantir a aprovação pelo Departamento de Justiça. Depois de algumas mudanças, uma nova proposta foi submetida à avaliação judicial no último final de semana.
Se os novos limites fossem aceitos pelas autoridades regulatórias, provavelmente reduziriam os benefícios financeiros do acordo para o Yahoo, que ainda sofre as conseqüências do fracasso das negociações com a Microsoft.
Em nota publicada no blog oficial do Google nesta quarta-feira, David Drummond, diretor jurídico da empresa, falou sobre o desapontamento com o cancelamento do acordo, mas justificou a decisão: "Insistindo (com esse projeto) corríamos não só o risco de travar uma longa batalha jurídica, como também o de prejudicar as relações com outros associados, o que não interessa a longo prazo ao Google nem aos usuários, de modo que decidimos pôr fim ao acordo", explicou Drummond.

Fonte: Redação Terra